Edição 2026
Resistência

Da Partilha de África à Construção das Colónias: O Exemplo de Angola
Conferência
Resumo da conferência
Da Partilha de África à Construção das Colónias: Violência e Resistência. O Exemplo de Angola.
O final do século XIX, marcado pelas decisões da Conferência de Berlim (1884-1885), rejeitando o princípio português dos “direitos históricos” e centradas na ideia de “ocupação efectiva” dos territórios de África, e pelo conhecimento europeu adquirido sobre terras e populações africanas, durante décadas de explorações militares, comerciais e científicas no continente, inicia a partilha de África pelas potências europeias, a que se segue a ocupação e colonização dos territórios africanos. Estas operações, contestadas pelas resistências africanas, obrigam os Europeus a mais de duas décadas de conquista e de guerras, intituladas “campanhas de pacificação”, no vocabulário colonial português.
Esta conquista colonial visava a construção de espaços controlados e dominados pelos Europeus e organizados segundo as suas regras, valores e sistemas de exploração. Construir o edifício colonial implicava desmantelar os territórios africanos, na sua estrutura política, religiosa, social e económica para os transformar nas colónias europeias, geridas pela administração colonial e pelos colonos. Como se processou esta operação que permitiu em poucas décadas a transformação dos espaços angolanos autónomos em território colonial, isto é, numa Angola “portuguesa”, é o tema central desta conferência que visa também pôr em evidência as estratégias do colonizador e do colonizado, no quadro de uma relação marcada pela violência colonial.
Oradora
Isabel Castro Henriques (F.L./U.L)

7 de março de 2025
11h15
Auditório Acácio Barreiros do Centro Cultural Olga Cadaval
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