Edição 2026
Resistência
Tempos e memórias

A Europa Napoleónica. Portugal na Guerra Peninsular
Conferência
Resumo da Conferência
Após a Revolução Francesa, a Europa atravessou um longo período de guerra e instabilidade política. O contexto internacional de aberta disputa pela supremacia política e económica entre a Grã Bretanha, potência comercial e marítima, e a França, potência continental, esteve na origem do Bloqueio Continental (1806) e das campanhas napoleónicas que culminaram nas invasões francesas em território português (1808-1811). Inserindo a guerra no tabuleiro histórico europeu e avaliando as conexões existentes entre Portugal e Espanha até à assinatura da paz no Congresso de Viena (1815), três aspetos sobressaem: o carácter transnacional da guerra, o apoio militar da Grã Bretanha e o combate conjunto pela independência em Portugal e Espanha. Nesta conjuntura, as manifestações de resistência e os momentos decisivos de contestação à politica da monarquia acentuaram a crise do Antigo Regime. De uma forma nunca antes observada, diferentes vocabulários e ideários distinguiram discursos, sociabilidades e aspirações coletivas. A enunciação conflitual do campo político também se singularizou pela partilha de crenças e de símbolos profundamente enraizados na sociedade portuguesa. Estes aspetos, presentes na produção discursiva de absolutistas, conservadores e liberais, marcaram, decisivamente, do ponto de vista social, cultural e institucional, os inícios do século XIX em Portugal.
Oradora
(F.L. / U.C. – CHSC)



